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1.12.13
25.11.13
Dizes que não queres repetir tudo o que te disse que não gosto muito. Na verdade aquilo que me faz mesmo confusão. Talvez tenha duas hipóteses. Talvez essas sejam as mesmas que tenho em qualquer situação pela qual passe na vida: confiar ou não confiar. Aceito tudo o que vem de ti, pois a minha decisão foi a primeira. Talvez porque te amo, ou porque o tempo ao teu lado me ensinou a confiar. Ou ainda porque não foi o tempo, mas foste tu, com todos os teus “gosto muito de ti” ou “tenho saudades tuas”. Tudo o que me fez confiar em ti, independentemente de tudo o que pudesse acontecer connosco. Uns dizem que é inocência, porque não se põem as mãos no fogo por ninguém. Mas eu não acredito, e espero que tu também não. Pela primeira vez escrevo sinceramente, tentando não usar metáforas. Pela primeira vez, há não muito tempo, senti que por ti talvez pusesse as mãos no fogo, ao defender as minhas convicções e esperanças em ti, pondo-te à frente de muitos e ao lado de poucos outros, por quem tenho a maior consideração. Por ti eu luto, não direi diariamente, porque há dias em que me sinto cansado e que só me apetece acordar numa sexta-feira breve, mas luto. Luto com esperança que possas ser quem eles diziam que ia aparecer e que me iria mudar. Não senti uma mudança dramática na minha vida, mas senti que várias coisas na minha vida foram mudando, quase sem eu dar por isso. Outras coisas eu sei que estou a mudar e ainda não sei quais. Mas sei que tu és o motivo subentendido. E agradeço-te por isso, porque me fazes crescer, evoluir. Tal como o amor, que não é estático, que se sente em mudança frequente. Felizmente que ainda cresce e espero que rompa muitos muros, de Abril em Abril. Não te arrependas. Prometo também não me arrepender. De nada.
15.8.13
uma casa partilhada. o cheiro natural que negas ter. um transporte público onde me dás a mão e pedes desculpa por "qualquer coisa". um "vou ter saudades". bom trabalho. uma mensagem a dizer que estou quase a chegar a casa. "vem rápido". abraço. jantar que não dividimos. paladares distintos. beijo comum. filme. amor. muito.
28.8.12
roubas um pedaço de papel entre os jornais da secretária. lês o que escreves com um sorriso nos lábios: "bom-dia-pequena". pensas em como seria bom que todas as pessoas tivessem o prazer de ter um motivo para escrever algo semelhante. mais, de colocar aquele pequeno pedaço de papel ao lado dos seus lábios, pronto a ser lido quando acordar.
25.3.12
dei por mim dentro de um avião. não perguntei a ninguém onde estava, para onde ia e porque ali estava. à última com certeza ninguém me iria responder e era a mais importante. com as coisas importantes é sempre assim, só nós é que temos a resposta. deixei-me ir. pensei toda a viagem para onde estaria a ir. passaram-me arrepios pela pele dos braços e calores pela cara. destino quente?frio?
desci. país quente. desconhecido. calor. mais do que o normal para esta altura, dizia a velhota ao lado. Sérvia era o destino, o país ao qual tinha chegado e que só uma vida depois percebi que desde que lá mergulhei, nunca mais de lá consegui sair.
desci. país quente. desconhecido. calor. mais do que o normal para esta altura, dizia a velhota ao lado. Sérvia era o destino, o país ao qual tinha chegado e que só uma vida depois percebi que desde que lá mergulhei, nunca mais de lá consegui sair.
10.7.11
isto não é o princípio: é certo. mas também não será o fim. acredito num teste limite à nossa capacidade de contornar obstáculos e acredito na força que temos, apesar de às vezes não a sentirmos do nosso lado. a coragem vem de dentro e a vontade também. e nós temos o que é preciso para a fazer notar aos outros. somos capazes do inacreditável. eu acredito.
9.10.10
27.9.10
12.9.10
2.9.10
29.8.10
27.8.10
é tudo uma questão de ir por passos. fala-se e conhece-se. é falar e rir, falar e recordar, e falar mais e rir mais. depois transita-se para o passo seguinte."aconteceu e isto e isto. mas odeio aquilo. só gosto de tal." "a sério ?eu também. e tambem já me aconteceu isto. mas aquilo também". são as coincidências. e as coisas em comum. é aí que devemos tentar perceber se se avança para o terceiro passo. se acontecer é óptimo. conheces a sensação? e é mesmo uma questão de passos. mas é mais simples do que parece. é tudo muito simples. é despir de complicações.
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