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13.2.11
podem imaginar o tempo como uma linha. podem traça-la como uma curva. uma linha curva aberta. ou então como uma recta. vocês é que decidem. mas nunca o desenhem com interrupções. o tempo não pára nem anda mais depressa só porque queremos. ele também não nos deixa fazer mil e uma coisas ao mesmo tempo. mas ele tem razão. com isto quero dizer que temos de definir prioridades. é muito isso que nos falta. traçar prioridades e ir por partes. quando digo traçar, digo escrever. fazer um plano e lá escrever o ponto um, o ponto dois, o ponto três, o ponto n. e não digam já que não conseguirão cumprir porque ainda não tentaram. a perda de tempo pode ainda não fazer sentido na minha cabeça. mas é certo que, um dia mais tarde, com certeza vamos poder dizer que devíamos ter feito algo diferente do que fizemos no passado. mas lembrem-se que não existem interrupções (bem que davam jeito) e o que está feito, já lá vai. faço uma pausa sempre que defino outras prioridades, sempre que escrevo um post it e o colo na parede do meu quarto, para saber o que é imprescindível fazer "hoje". gostava que experimentassem não começar pelo final da lista. se for preciso façam uma pausa, que eles esperam, porque valem a pena.
15.11.10
13.11.10
cada vez que cuspias para o chão era um pedaço húmido do teu passado que querias deitar por terra. mas não conseguiste e a saliva crescia-te constantemente na boca, assim como a tua fúria e frustração. tu culpavas-te por isso e pior, passaste a culpar-me a mim quando me tocaste daquela forma ridícula e me sujaste a alma com a puta da tua saliva, do teu passado negro.
11.11.10
eu disse-te duas vezes que não tinhas culpa, que tu não tinhas culpa de ainda apareceres naquele banco gelado, constantemente, ao meu lado e insistires em saber tudo o que se passa. quem tem culpa, não sei quem é. eu estou tão forte que até já eliminei tudo. tudo aquilo que tu sabes. não há nada físico que me faça lembrar a tua presença. mesmo assim vens a falar baixinho e assombras-me a alma. se tu não tens culpa, e se eu não tenho culpa, opá. pronto.
2.11.10
na verdade,
quero ver-te mais uma vez. mas só se vieres com o cabelo muito comprido e com um cigarro na boca. e só se me pedires uma chiclet daquelas. só quero que venhas para eu te tirar uma foto com a minha polaroid. depois bazas.
6.10.10
não importa o passado
Era assim que ela vivia, todos os dias da sua vida. Nenhum dos ventos passados seria capaz de abanar alguma estrutura do presente. Passou por demasiado para dar agora importância ao passado. A única coisa que dele guarda é a experiência de vida que foi adquirindo.
Ao volante do seu carro não pensa em chegar ao seu destino, apenas está concentrada em sentir o vento na cara. Ela passa por um skate park, e distrai-se com a figura de um homem da sua idade que lhe faz lembrar a pessoa mais importante da sua vida. Ou melhor, aquele que fora, em tempos, o homem que mais amou. Ele vira a cara de lado e o seu coração dispara logo que reconhece os traços marcados que dominam desde a juventude. Não consegue desviar o olhar dele, marcou-a demasiado para conseguir abstrair-se dele. Como era possível que passados quase 6 anos ele continuasse tão igual em tantos sentidos. Agarrava a tábua exactamente como antigamente, apenas com uma mão enquanto via os outros skaters a praticarem e esperava pela sua vez para brilhar. Era incrível que mesmo passado tanto tempo ainda continuasse presente nele o mesmo espírito aventureiro e rebelde que o caracterizava. Enquanto isso, ela tornou-se uma mulher monótona. Considerava-se mesmo desinteressante. Tinha poucos amigos e a sua vida era um sistema casa-trabalho-casa. Arrepende-se tanto por se ter tornado naquela espécie de figura. Numa das primeiras vezes da sua vida depois de tanto esquecer, o passado invade a sua cabeça e o seu coração. Só pensa porque não é capaz de parar o carro e surpreende-lo com um “olá, está tudo bem?”. Não sabia como reagiria ele, mas decerto que ficava mais feliz por si própria se o fizesse. Na verdade já estava mais feliz só de o ver. Mas segue em frente, mais uma vez sente-se frustrada. Triste. Continua o caminho para casa e não olha mais para trás, por enquanto.
Ao volante do seu carro não pensa em chegar ao seu destino, apenas está concentrada em sentir o vento na cara. Ela passa por um skate park, e distrai-se com a figura de um homem da sua idade que lhe faz lembrar a pessoa mais importante da sua vida. Ou melhor, aquele que fora, em tempos, o homem que mais amou. Ele vira a cara de lado e o seu coração dispara logo que reconhece os traços marcados que dominam desde a juventude. Não consegue desviar o olhar dele, marcou-a demasiado para conseguir abstrair-se dele. Como era possível que passados quase 6 anos ele continuasse tão igual em tantos sentidos. Agarrava a tábua exactamente como antigamente, apenas com uma mão enquanto via os outros skaters a praticarem e esperava pela sua vez para brilhar. Era incrível que mesmo passado tanto tempo ainda continuasse presente nele o mesmo espírito aventureiro e rebelde que o caracterizava. Enquanto isso, ela tornou-se uma mulher monótona. Considerava-se mesmo desinteressante. Tinha poucos amigos e a sua vida era um sistema casa-trabalho-casa. Arrepende-se tanto por se ter tornado naquela espécie de figura. Numa das primeiras vezes da sua vida depois de tanto esquecer, o passado invade a sua cabeça e o seu coração. Só pensa porque não é capaz de parar o carro e surpreende-lo com um “olá, está tudo bem?”. Não sabia como reagiria ele, mas decerto que ficava mais feliz por si própria se o fizesse. Na verdade já estava mais feliz só de o ver. Mas segue em frente, mais uma vez sente-se frustrada. Triste. Continua o caminho para casa e não olha mais para trás, por enquanto.
7.9.10
só porque aqui é mais fácil. quero-te dizer que me fazes lembrar o passado. mas juro que é bom porque nunca tinha comparado ninguém àquele passado. a sério que gosto muito. e a sério que cada vez mais volto atrás e sinto menos. cada vez me custa menos a recordar aquela sensação na minha mão, entre tantas outras. até me esqueci da voz do passado. e já nem me lembrava que me tinha esquecido. ainda bem. estás cada vez mais enterrado, dear past.
30.8.10
ainda sei o teu nome
ainda hoje tento descubrir quem és. a verdade é que eu acho que nunca conheci a tua verdadeira essência. a verdadeira razão pela qual te moves diariamente. em que pensas quando estás bem. ou quando estás mal. quando tens saudades. quando te dizes feliz. a verdade é que mesmo sabendo que isto é verdade não consigo acreditar nas palavras que escrevo. não consigo pensar que tanto tempo foi em vão. prefiro pensar que apesar de tudo, tudo valeu a pena. és como um caminho num dia de nevoeiro. nunca me deixas ver mais do que aquilo que realmente sei que conheço.
24.8.10

hoje perguntei-me quem eu era para mim mesmo. nao soube responder. talvez me tenha perdido pelo caminho e tenha andado a procurar o que falta o resto do dia. recorri à memória. às boas e às más recordações. às muito boas e muito más recordações. ás vezes são a melhor ajuda para procurar respostas. respostas às perguntas que as vezes temos medo de perguntar as nós próprios. só nos fazem é bem. nao se diz por aí que quando um amor acaba perdemos um pouco de nós ?acho que afinal não perdi nada de importante. nada que nao volte a reconstruir-se.
15.8.10
14.6.10
ouve
if you here the wind, he will tell you much I miss you and he will show you all the memories I saved.
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