Sei que posso ser excêntrico ao pensar isto, mas só me leva a crer que, das duas uma, ou o é todo o mundo, ou é só preconceito intrínseco a invadir-me. Mas gostava de gritar que te amo, na praça.
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25.11.13
17.9.13
apertas os dedos contra a palma das mãos, ranges os dentes, falas fininho e sentes a pulsação radial sem qualquer tipo de toque. o problema é a diferença entre a minha vida e a tua. são os milhares contra os zeros que cada um tem para fazer. mudas o tom de compreensão para o de revolta e choras. e eu não quero ser assim. e tu pedes desculpa. e eu digo que te amo. e beijamo-nos.
15.8.13
uma casa partilhada. o cheiro natural que negas ter. um transporte público onde me dás a mão e pedes desculpa por "qualquer coisa". um "vou ter saudades". bom trabalho. uma mensagem a dizer que estou quase a chegar a casa. "vem rápido". abraço. jantar que não dividimos. paladares distintos. beijo comum. filme. amor. muito.
15.9.12
28.8.12
roubas um pedaço de papel entre os jornais da secretária. lês o que escreves com um sorriso nos lábios: "bom-dia-pequena". pensas em como seria bom que todas as pessoas tivessem o prazer de ter um motivo para escrever algo semelhante. mais, de colocar aquele pequeno pedaço de papel ao lado dos seus lábios, pronto a ser lido quando acordar.
25.3.12
dei por mim dentro de um avião. não perguntei a ninguém onde estava, para onde ia e porque ali estava. à última com certeza ninguém me iria responder e era a mais importante. com as coisas importantes é sempre assim, só nós é que temos a resposta. deixei-me ir. pensei toda a viagem para onde estaria a ir. passaram-me arrepios pela pele dos braços e calores pela cara. destino quente?frio?
desci. país quente. desconhecido. calor. mais do que o normal para esta altura, dizia a velhota ao lado. Sérvia era o destino, o país ao qual tinha chegado e que só uma vida depois percebi que desde que lá mergulhei, nunca mais de lá consegui sair.
desci. país quente. desconhecido. calor. mais do que o normal para esta altura, dizia a velhota ao lado. Sérvia era o destino, o país ao qual tinha chegado e que só uma vida depois percebi que desde que lá mergulhei, nunca mais de lá consegui sair.
29.12.11
há algumas coisas que são como lendas. nunca esperei que com o passar do tempo, o processo de esquecimento fosse tão...complicado. acho que complicado é a palavra certa. cada vez mais acho que quanto mais estamos presos a algo, mais insistimos em estar, ou seja, quanto mais pensamos nisso e fazemos coisas relacionadas com, mais merda dá. aprendi, com o tempo, que devo sempre fazer como se não tivesse acontecido. à primeira "vista" parece quase impossível, mas não é. aprendi, com o tempo, a deixar levar. quanto menos se pensa, mais clara fica a ideia do que se quer fazer. ao fim de uns tempos vamos perceber que, ou não dá simplesmente para esquecer e volta-se atrás, ou então transforma-se numa espécie de lenda. quando acontece esta última, deixamos de sentir aquilo que tanto nos inquietou durante tanto tempo. resta-nos uma lembrança e um sentimento de mais responsabilidade, de mais "para a próxima saberei o que fazer", de mais crescimento, maturidade e confiança.
23.12.11
não desejo feliz natal em mensagens de pobre,
"antes que as sms se paguem". acho ridículo. acho profundamente
idiota que, em primeiro lugar, as pessoas se lembrem todas umas das outras no
natal. e depois, que mandem sms's todas bonitas (ás vezes) apenas por
conveniência, porque fica bem. acho o natal bonito, assim como acho bonito o
frio que vem com ele, as pessoas com muita roupa e as luzes na rua, as mãos
geladas e o café que nunca soube tão bem, a família reunir-se toda e
trocarem-se presentes simbólicos. tudo o que der, neste natal, vai ser porque
"acho bonito o frio que vem com ele, as pessoas com muita roupa e as
luzes na rua, as mãos geladas e o café que nunca soube tão bem, a família
reunir-se toda e trocarem-se presentes simbólicos". mais nada. ofereçam
amor todo o ano e materializem-no simbolicamente no natal. Feliz Amor, Boas
Festas.
6.9.11
nunca tive tão em mente a passagem dos dias. a certeza das sensações que passam mesmo em frente ao meu corpo. tenho a certeza que posso estar melhor, mas o meio termo sempre fez parte da minha vida e força-lo a ir embora é sempre pior. vou fazer tudo pelo melhor e esperar que o melhor faça tudo por mim.
29.12.10
18.12.10
12.12.10

falo com os medos, com as angústias e com as felicidades. tal como nadir afonso, devemos perceber que o tempo não existe e que somos demasiado subjectivos. é a isto que chamo organização do subconsciente. se escrevermos tudo é mais fácil. um dia só é bom quando chego ao final do dia e percebo que usei da melhor forma os cinco sentidos.
21.11.10
o inverno custa sempre mais a passar. tenho sempre mais saudades de tudo. no verão quero-te comigo muito tempo. no verão vamos passear juntos, vamos à praia, vamos comer um gelado à noite. algodão doce, gostas? e à noite vamos para a minha cama e eu vou dar-te um beijo e dizer que ainda gosto mais de ti do que há uns meses atrás. que te parece? tenho saudades tuas que nunca mais acabam. volta rápido.
19.10.10
aquele era o amigo que tinha sido um pouco apagado da sua vida quando a vida lhes trocou o rumo mas que sabia estar sempre lá. afinal, ele era mesmo aquilo a que podia chamar amigo. talvez ele simbolizasse mesmo a amizade eterna. nunca tal pensamento lhe tinha ocorrido mas agora que pensava nele desta forma sabia que estava certa. percebeu que talvez nunca tivera pensado nele assim exactamente pelo medo de o perder. era feliz sentada ao lado dele a beber coca-cola e a partilhar o mesmo cigarro. era feliz naquela esplanada ao final da tarde na companhia dele. ele, mais uma vez, entendeu que o sentimento que o prendia a ela era mais que a fixação nos seus lábios e o mistério delimitado que pairava cada vez que suspirava. mas nunca seriam capazes de dizer um ao outro o que lhes ia no coração. nao seriam capazes de transformar os sentimentos em palavras. por mais que soubessem que era o que os mais fazia felizes.
17.10.10
o meu amor é estupido e rodeado de um elenco estranho. é rápido e vivido a média e alta escala. é feito de sopa quentinha e roupa confortável. de fotografias á socapa, de passos lentos e abraços sufocantes. é um amor com toque de lençois macios. é construido com abreviaturas e segredos, com a inspiração de the bachelor. o meu amor precisa de ser partilhado. está cheio de pormenores. e não é mais do que um conjunto deles. o meu amor só é o meu amor se for vivido assim.
9.10.10
6.10.10
não importa o passado
Era assim que ela vivia, todos os dias da sua vida. Nenhum dos ventos passados seria capaz de abanar alguma estrutura do presente. Passou por demasiado para dar agora importância ao passado. A única coisa que dele guarda é a experiência de vida que foi adquirindo.
Ao volante do seu carro não pensa em chegar ao seu destino, apenas está concentrada em sentir o vento na cara. Ela passa por um skate park, e distrai-se com a figura de um homem da sua idade que lhe faz lembrar a pessoa mais importante da sua vida. Ou melhor, aquele que fora, em tempos, o homem que mais amou. Ele vira a cara de lado e o seu coração dispara logo que reconhece os traços marcados que dominam desde a juventude. Não consegue desviar o olhar dele, marcou-a demasiado para conseguir abstrair-se dele. Como era possível que passados quase 6 anos ele continuasse tão igual em tantos sentidos. Agarrava a tábua exactamente como antigamente, apenas com uma mão enquanto via os outros skaters a praticarem e esperava pela sua vez para brilhar. Era incrível que mesmo passado tanto tempo ainda continuasse presente nele o mesmo espírito aventureiro e rebelde que o caracterizava. Enquanto isso, ela tornou-se uma mulher monótona. Considerava-se mesmo desinteressante. Tinha poucos amigos e a sua vida era um sistema casa-trabalho-casa. Arrepende-se tanto por se ter tornado naquela espécie de figura. Numa das primeiras vezes da sua vida depois de tanto esquecer, o passado invade a sua cabeça e o seu coração. Só pensa porque não é capaz de parar o carro e surpreende-lo com um “olá, está tudo bem?”. Não sabia como reagiria ele, mas decerto que ficava mais feliz por si própria se o fizesse. Na verdade já estava mais feliz só de o ver. Mas segue em frente, mais uma vez sente-se frustrada. Triste. Continua o caminho para casa e não olha mais para trás, por enquanto.
Ao volante do seu carro não pensa em chegar ao seu destino, apenas está concentrada em sentir o vento na cara. Ela passa por um skate park, e distrai-se com a figura de um homem da sua idade que lhe faz lembrar a pessoa mais importante da sua vida. Ou melhor, aquele que fora, em tempos, o homem que mais amou. Ele vira a cara de lado e o seu coração dispara logo que reconhece os traços marcados que dominam desde a juventude. Não consegue desviar o olhar dele, marcou-a demasiado para conseguir abstrair-se dele. Como era possível que passados quase 6 anos ele continuasse tão igual em tantos sentidos. Agarrava a tábua exactamente como antigamente, apenas com uma mão enquanto via os outros skaters a praticarem e esperava pela sua vez para brilhar. Era incrível que mesmo passado tanto tempo ainda continuasse presente nele o mesmo espírito aventureiro e rebelde que o caracterizava. Enquanto isso, ela tornou-se uma mulher monótona. Considerava-se mesmo desinteressante. Tinha poucos amigos e a sua vida era um sistema casa-trabalho-casa. Arrepende-se tanto por se ter tornado naquela espécie de figura. Numa das primeiras vezes da sua vida depois de tanto esquecer, o passado invade a sua cabeça e o seu coração. Só pensa porque não é capaz de parar o carro e surpreende-lo com um “olá, está tudo bem?”. Não sabia como reagiria ele, mas decerto que ficava mais feliz por si própria se o fizesse. Na verdade já estava mais feliz só de o ver. Mas segue em frente, mais uma vez sente-se frustrada. Triste. Continua o caminho para casa e não olha mais para trás, por enquanto.
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