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1.12.13
17.9.13
apertas os dedos contra a palma das mãos, ranges os dentes, falas fininho e sentes a pulsação radial sem qualquer tipo de toque. o problema é a diferença entre a minha vida e a tua. são os milhares contra os zeros que cada um tem para fazer. mudas o tom de compreensão para o de revolta e choras. e eu não quero ser assim. e tu pedes desculpa. e eu digo que te amo. e beijamo-nos.
31.3.13
29.8.12
voltar a ver Lie to Me é voltar a ficar obcecado com expressões que as pessoas com quem falamos diariamente fazem. do tipo "a minha mãe disse que não me comprava o disco de vinil que tanto quero mas levantou uma sobrancelha enquanto o dizia! isso quer dizer que ainda há uma esperança!". não, não vou voltar a ver Lie to Me.
16.5.12
às vezes a vida dá voltas irremediáveis. decisões que tomas podem não ter volta a dar no segundo, minuto ou dia a seguir. mesmo tendo em conta que há duas vertentes: o tempo passa e o problema fica mais fácil de resolver, porque há pormenores que ficam esquecidos na mente; ou com o tempo ganhamos mais consciência da gravidade do problema, qualquer que seja este. whatever, isto vocês já sabem. todos sabem. esqueçam.
14.2.12
tardou, mas aqui estou. a expectativa para a revelação do primeiro rolo da minolta não era muito grande. não estava habituado a fotografar em analógica e é preciso saber "trabalhar com a luz". por isso mesmo, algumas fotografias sairam um pouco "ao lado", ou seja, muito escuras. mesmo assim estou contente com o resultado. gostei muito de algumas fotografias que obtive. vou partilhando aqui no blogue algumas. entretanto estou a pensar numa nova rubrica relacionada também com fotografia. ah, o primeiro rolo da praktica vai ser revelado para a semana. em breve trarei novidades.
2.1.12
novidades: em breve, irei retomar os posts fotográficos, como fazia há uns meses atrás. vou revelar os dois rolos de fotografias que tirei durante esta última semana e estou super curioso de as ver e de partilhá-las com vocês. em segundo lugar, vou passar a partilhar convosco mais coisas, mais pormenores, mais do que me vai na cabeça, e no resto. até já.
29.12.11
há algumas coisas que são como lendas. nunca esperei que com o passar do tempo, o processo de esquecimento fosse tão...complicado. acho que complicado é a palavra certa. cada vez mais acho que quanto mais estamos presos a algo, mais insistimos em estar, ou seja, quanto mais pensamos nisso e fazemos coisas relacionadas com, mais merda dá. aprendi, com o tempo, que devo sempre fazer como se não tivesse acontecido. à primeira "vista" parece quase impossível, mas não é. aprendi, com o tempo, a deixar levar. quanto menos se pensa, mais clara fica a ideia do que se quer fazer. ao fim de uns tempos vamos perceber que, ou não dá simplesmente para esquecer e volta-se atrás, ou então transforma-se numa espécie de lenda. quando acontece esta última, deixamos de sentir aquilo que tanto nos inquietou durante tanto tempo. resta-nos uma lembrança e um sentimento de mais responsabilidade, de mais "para a próxima saberei o que fazer", de mais crescimento, maturidade e confiança.
23.12.11
não desejo feliz natal em mensagens de pobre,
"antes que as sms se paguem". acho ridículo. acho profundamente
idiota que, em primeiro lugar, as pessoas se lembrem todas umas das outras no
natal. e depois, que mandem sms's todas bonitas (ás vezes) apenas por
conveniência, porque fica bem. acho o natal bonito, assim como acho bonito o
frio que vem com ele, as pessoas com muita roupa e as luzes na rua, as mãos
geladas e o café que nunca soube tão bem, a família reunir-se toda e
trocarem-se presentes simbólicos. tudo o que der, neste natal, vai ser porque
"acho bonito o frio que vem com ele, as pessoas com muita roupa e as
luzes na rua, as mãos geladas e o café que nunca soube tão bem, a família
reunir-se toda e trocarem-se presentes simbólicos". mais nada. ofereçam
amor todo o ano e materializem-no simbolicamente no natal. Feliz Amor, Boas
Festas.
18.11.11
27.10.11
Cada vez é maior a minha admiração quando vejo alguém a tomar uma atitude sobre outra pessoa, sem antes ter tido um contacto com ela para poder ter uma opinião formada bem segura. E estou a falar de atitudes, não de impressões. É necessário esclarecer isso. E mais enbasbacado fico quando vejo que ainda há quem mude totalmente as suas atitudes porque "me disseram que". Enfim.
Talvez seja eu que estou do outro lado da linha e seja o único a não entender o que é que está a acontecer com as pessoas. É sabido que as primeiras impressões nem sempre são as mais correctas, e que podemos mudá-las com o decorrer do conhecimento do outro. Assim, não vejo o porquê de haver tanta rapidez em ligar as impressões aos comportamentos.
As pessoas queixam-se da crise, mas maior é a crise de identidades que estamos a viver e ninguém o vê. Pessoas que ouvem demais e agem ainda mais depressa, nunca podem ser bem sucedidas. Por uma razão simples: nunca vão conseguir ter uma opinião formada única e exclusivamente própria, pois sem o saberem, adquiriram a opinião do outro.
O objectivo é só deixar a marca da minha revolta em relação à estupidez, porque o tema não passa daí.
6.9.11
nunca tive tão em mente a passagem dos dias. a certeza das sensações que passam mesmo em frente ao meu corpo. tenho a certeza que posso estar melhor, mas o meio termo sempre fez parte da minha vida e força-lo a ir embora é sempre pior. vou fazer tudo pelo melhor e esperar que o melhor faça tudo por mim.
14.7.11
cada vez mais acho que os portugueses andam só preocupados consigo mesmos e talvez essa auto-preocupação que hoje dá lugar ao egoísmo nos torne pessoas mais infelizes. e falo na primeira pessoa do plural porque, de facto, não podes dizer que nunca, em nenhuma situação, foste "apanhado/a" a pensar única e exclusivamente em ti e no teu "problema" e, de repente, esqueceste que aquela tua amiga está a passar por uma fase super difícil ou a outra está a enfrentar um grave problema de saúde. sim, esqueceste-as porque os teus pais não te deixam sair à noite ou porque não tens um vestido igual aquela tua amiga. porém não podemos esquecer que se assim somos, a culpa não é exclusivamente nossa. os nossos pais, obviamente, e as pessoas que nos são mais próximas, influenciam muito a forma de ver as coisas que possuímos no momento. é claro que a idade e, consequentemente, a maturidade, também ajuda. mas eu acredito na capacidade de distanciamento que podemos ter para nos avaliarmos a todo o momento. acredito que cada um de nós pode, pelo menos, no final do dia, fazer uma introspecção do que fez e reparar que houve falhas. falhas estas que podem estar a ser sucessivas e que, assim, provocam em nós um mal estar que, se calhar, até nem nos é característico, mas que, nos invade de vez em quando. eu acho que esse mal estar é o resultado das más acções que vamos cometendo. mas é um mal estar que pode ser culmatado. vamos pensar, por favor, todos, nas merdas que temos feito. pedir desculpa, dizer mais obrigado por isto e por aquilo. vamos respeitarmo-nos, por favor. porque de pessoas mal formadas está o país, e o mundo, farto. vamos dar a volta, vamos fazer boas acções. faremos uma lista das coisas porreiras que queremos fazer, pra semana, pro mes que vem, pro ano que vem, para amanhã! não importa, desde que as realizemos. vamos, a sério. conto com vocês. depois avisem-me do que fizeram, ou do que pensam em fazer. força aí.
tens razão quando dizes que preferes assim. eu às vezes penso que no início era tudo melhor: porque é tudo tão mais fácil e os defeitos não foram logo visíveis. mas tens razão. todo o tempo que passou está tão cheio de tudo, que não é, de todo, possível ignorá-lo e trocá-lo por nenhum outro. nem tudo é um dia de sol, por isso o melhor é trazer sempre o guarda chuva. ou pelo menos o dinheiro para o comprar imediatamente, caso seja preciso. (é sempre).
10.7.11
isto não é o princípio: é certo. mas também não será o fim. acredito num teste limite à nossa capacidade de contornar obstáculos e acredito na força que temos, apesar de às vezes não a sentirmos do nosso lado. a coragem vem de dentro e a vontade também. e nós temos o que é preciso para a fazer notar aos outros. somos capazes do inacreditável. eu acredito.
23.6.11
não me despedi de ti esta noite. nem vou fazê-lo tão depressa. não sei bem se tens essa consciência. está a ser mais difícil do que pensava esquecer as pequenas coisas que me desiludem, que me fazem respirar fundo antes de responder mal. está a ser mais difícil do que pensava. aguenta comigo. respira fundo porque vou aguentar mais. aguento quase sempre mais. quase sempre. quase.
21.6.11
se nós roubássemos todos um pedaço de tempo da nossa vida, acho que escolhíamos um pedaço mau. aquele que resultou de um bom, mas que, com o tempo, se tornou na coisa mais dolorosa. se nós roubássemos todos um pedaço do tempo da nossa vida, qualquer um que fosse, talvez hoje nós não fossemos nós e talvez hoje, não amassemos como amamos.
18.6.11
é certo que quando sinto que tudo à minha volta está a desmoronar, é quando sinto vontade de lutar por aquilo que mais quero. é sempre assim menos no amor. quando algo corre mal no amor, sentimo-nos tão mais frágeis, tão mais fracos, que não temos vontade de nada. é certo que não sou o único a quem isto acontece. e se assim é, então é notório o efeito que nos provoca o desamor.
23.4.11
no outro dia estive a falar com o G. não é que alguma vez tenha sido muito amigo dele, mas sempre me pareceu uma pessoa muito confiante e com alguma cultura. apercebi-me que nos úlimos tempos ele tinha mudado. descobri que ha uma série de jovens que vive quase sem problemas. fumam umas cenas, bebem outras, partilham todos a mesma casa, comem todos a mesma comida, têm um trabalho para ganhar uns trocos para os seus vicios e basicamente...é isto. de vez em quando juntam uns trocos e fazem uma viagem porreira. eles não estudaram muito: o suficiente para se tornarem independentes com um emprego decente. disse-me ele que as coisas boas da vida têm de ser aproveitadas ao máximo. o que é certo é que me pôs a pensar um bocado. felizmente não mudou a minha forma de ver as coisas. dou-lhes os parabéns pela coragem.
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