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15.9.12

quando o mergulho está mais próximo do que imaginamos, a vida muda, sentes o frio no corpo, mas depois habituas-te e acabas por estar melhor dentro, do que fora d'água

25.3.12

dei por mim dentro de um avião. não perguntei a ninguém onde estava, para onde ia e porque ali estava. à última com certeza ninguém me iria responder e era a mais importante. com as coisas importantes é sempre assim, só nós é que temos a resposta. deixei-me ir. pensei toda a viagem para onde estaria a ir. passaram-me arrepios pela pele dos braços e calores pela cara. destino quente?frio?

desci. país quente. desconhecido. calor. mais do que o normal para esta altura, dizia a velhota ao lado. Sérvia era o destino, o país ao qual tinha chegado e que só uma vida depois percebi que desde que lá mergulhei, nunca mais de lá consegui sair.

2.1.12

novidades: em breve, irei retomar os posts fotográficos, como fazia há uns meses atrás. vou revelar os dois rolos de fotografias que tirei durante esta última semana e estou super curioso de as ver e de partilhá-las com vocês. em segundo lugar, vou passar a partilhar convosco mais coisas, mais pormenores, mais do que me vai na cabeça, e no resto. até já.

29.12.11

há algumas coisas que são como lendas. nunca esperei que com o passar do tempo, o processo de esquecimento fosse tão...complicado. acho que complicado é a palavra certa. cada vez mais acho que quanto mais estamos presos a algo, mais insistimos em estar, ou seja, quanto mais pensamos nisso e fazemos coisas relacionadas com, mais merda dá. aprendi, com o tempo, que devo sempre fazer como se não tivesse acontecido. à primeira "vista" parece quase impossível, mas não é. aprendi, com o tempo, a deixar levar. quanto menos se pensa, mais clara fica a ideia do que se quer fazer. ao fim de uns tempos vamos perceber que, ou não dá simplesmente para esquecer e volta-se atrás, ou então transforma-se numa espécie de lenda. quando acontece esta última, deixamos de sentir aquilo que tanto nos inquietou durante tanto tempo. resta-nos uma lembrança e um sentimento de mais responsabilidade, de mais "para a próxima saberei o que fazer", de mais crescimento, maturidade e confiança.

5.10.11

velho amor tráz sempre boas recordações, por muito longínquas que as más estejam. velho amor lembra sempre coisas bonitas, por muito dolorosas que as más tenham sido.

28.8.11

quando disseste que gostavas de voltar eu só sorri. podia ter gritado que não me apetecia mais ver-te. era pouco. na verdade, eu poderia vociferar-te aos ouvidos que não te suportava há já algum tempo e que seria insuportável voltar a falar-te, quanto mais voltar a ouvir-te a menos de um metro. eu poderia ter-te dito para vires, que tinha imensas saudades tuas. eu poderia fazer qualquer coisa porque sabia de antemão que nunca voltarias. sempre soube que a previsibilidade te corria no sangue. sempre assim te conheci e há coisas que não mudam.

14.7.11

cada vez mais acho que os portugueses andam só preocupados consigo mesmos e talvez essa auto-preocupação que hoje dá lugar ao egoísmo nos torne pessoas mais infelizes. e falo na primeira pessoa do plural porque, de facto, não podes dizer que nunca, em nenhuma situação, foste "apanhado/a" a pensar única e exclusivamente em ti e no teu "problema" e, de repente, esqueceste que aquela tua amiga está a passar por uma fase super difícil ou a outra está a enfrentar um grave problema de saúde. sim, esqueceste-as porque os teus pais não te deixam sair à noite ou porque não tens um vestido igual aquela tua amiga. porém não podemos esquecer que se assim somos, a culpa não é exclusivamente nossa. os nossos pais, obviamente, e as pessoas que nos são mais próximas, influenciam muito a forma de ver as coisas que possuímos no momento. é claro que a idade e, consequentemente, a maturidade, também ajuda. mas eu acredito na capacidade de distanciamento que podemos ter para nos avaliarmos a todo o momento. acredito que cada um de nós pode, pelo menos, no final do dia, fazer uma introspecção do que fez e reparar que houve falhas. falhas estas que podem estar a ser sucessivas e que, assim, provocam em nós um mal estar que, se calhar, até nem nos é característico, mas que, nos invade de vez em quando. eu acho que esse mal estar é o resultado das más acções que vamos cometendo. mas é um mal estar que pode ser culmatado. vamos pensar, por favor, todos, nas merdas que temos feito. pedir desculpa, dizer mais obrigado por isto e por aquilo. vamos respeitarmo-nos, por favor. porque de pessoas mal formadas está o país, e o mundo, farto. vamos dar a volta, vamos fazer boas acções. faremos uma lista das coisas porreiras que queremos fazer, pra semana, pro mes que vem, pro ano que vem, para amanhã! não importa, desde que as realizemos. vamos, a sério. conto com vocês. depois avisem-me do que fizeram, ou do que pensam em fazer. força aí.

13.2.11

podem imaginar o tempo como uma linha. podem traça-la como uma curva. uma linha curva aberta. ou então como uma recta. vocês é que decidem. mas nunca o desenhem com interrupções. o tempo não pára nem anda mais depressa só porque queremos. ele também não nos deixa fazer mil e uma coisas ao mesmo tempo. mas ele tem razão. com isto quero dizer que temos de definir prioridades. é muito isso que nos falta. traçar prioridades e ir por partes. quando digo traçar, digo escrever. fazer um plano e lá escrever o ponto um, o ponto dois, o ponto três, o ponto n. e não digam já que não conseguirão cumprir porque ainda não tentaram. a perda de tempo pode ainda não fazer sentido na minha cabeça. mas é certo que, um dia mais tarde, com certeza vamos poder dizer que devíamos ter feito algo diferente do que fizemos no passado. mas lembrem-se que não existem interrupções (bem que davam jeito) e o que está feito, já lá vai. faço uma pausa sempre que defino outras prioridades, sempre que escrevo um post it e o colo na parede do meu quarto, para saber o que é imprescindível fazer "hoje". gostava que experimentassem não começar pelo final da lista. se for preciso façam uma pausa, que eles esperam, porque valem a pena.

23.12.10

saí de cena. estou farto de comparações. vou passar a matar para passar por cima e comigo levo poucos. saí de cena. só entro daqui a uns meses. uns largos meses. e quando voltar, volto melhor que voçês. prometo.

9.11.10

o tempo que damos ao tempo, acaba por ser o que mais importa. em tudo o que possamos imaginar. há que esperar ou adiantar as coisas e independentemente do que achemos, nós sabemos sempre o que fazer. só que ou não nos apetece ou há coisas melhores para fazer, ou se não forem melhores, dão-nos mais prazer a fazer e, por isso, conscientemente, não fazemos o que sabemos que é realmente melhor. mas apesar de tudo, mesmo que saiba a teórica toda, eu nunca a sei aplicar. e na vida o que interessa é o que fazemos, não o que pensamos em fazer. a conclusão, ainda não a consegui encontrar.

2.11.10

na verdade,

quero ver-te mais uma vez. mas só se vieres com o cabelo muito comprido e com um cigarro na boca. e só se me pedires uma chiclet daquelas. só quero que venhas para eu te tirar uma foto com a minha polaroid. depois bazas.

6.10.10

you have to take care of yourself. if you aren't okay with something, just work and change it. (...) and you have to feel good about yourself. people will like you only if you like yourself.
l.silva

5.10.10




afinal, eu descobri que até posso nem ser apenas de extremos. porque os extremos não são de todo bons. vou usar mais eufemismos. mas eufemismos de dimensões consideráveis. não tenhas medo, não te mordo assim.

18.9.10

só que eu, não serei para sempre assim. não ficarei sem paciência quase diáriamente sem motivo aparente, não vou chorar pela falta de alguma coisa. quero antes sair a procura do que falta, mesmo sabendo que dificilmente a encontrarei. vou deixar de me preocupar com coisas secundárias. e ainda mais com quem não merece preocupação. vou dar ainda mais importância a mim mesmo. e a quem não me diz o que eu quero ouvir mas o que eu mereço ouvir sem dizer que "não vale a pena", ou me diz "amanhã" e depois nunca mais o oiço. vou passar a fazer frases mais curtas e vou sair várias vezes por cima. vou beber mais vezes leite pela embalagem e deixar de ver programas ridículos na televisão. vou deixar vícios ridículos e dedicar-me a apenas um. por mês, por semana, não importa. vou deixar de me importar tanto quando tiver que começar alguma coisa nova outra vez, pois um começo significa sempre o aprender de alguma coisa. vou encontrar mais gente que me vai ensinar coisas. e vou preservar aquelas poucas que até agora me ensinaram outras. no futuro vou importar-me mais e menos comigo, consoante me apetecer e não me vou importar com isso.

9.9.10

sou mais como um rio que sobe e desce consoante as estações do ano. sou mais como um rio em que só alguns arriscam mergulhar. e até me parece bem. muito bem.

30.8.10

ainda sei o teu nome

ainda hoje tento descubrir quem és. a verdade é que eu acho que nunca conheci a tua verdadeira essência. a verdadeira razão pela qual te moves diariamente. em que pensas quando estás bem. ou quando estás mal. quando tens saudades. quando te dizes feliz. a verdade é que mesmo sabendo que isto é verdade não consigo acreditar nas palavras que escrevo. não consigo pensar que tanto tempo foi em vão. prefiro pensar que apesar de tudo, tudo valeu a pena. és como um caminho num dia de nevoeiro. nunca me deixas ver mais do que aquilo que realmente sei que conheço.

24.8.10


hoje perguntei-me quem eu era para mim mesmo. nao soube responder. talvez me tenha perdido pelo caminho e tenha andado a procurar o que falta o resto do dia. recorri à memória. às boas e às más recordações. às muito boas e muito más recordações. ás vezes são a melhor ajuda para procurar respostas. respostas às perguntas que as vezes temos medo de perguntar as nós próprios. só nos fazem é bem. nao se diz por aí que quando um amor acaba perdemos um pouco de nós ?acho que afinal não perdi nada de importante. nada que nao volte a reconstruir-se.