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25.11.13

Sei que posso ser excêntrico ao pensar isto, mas só me leva a crer que, das duas uma, ou o é todo o mundo, ou é só preconceito intrínseco a invadir-me. Mas gostava de gritar que te amo, na praça.

17.9.13

apertas os dedos contra a palma das mãos, ranges os dentes, falas fininho e sentes a pulsação radial sem qualquer tipo de toque. o problema é a diferença entre a minha vida e a tua. são os milhares contra os zeros que cada um tem para fazer. mudas o tom de compreensão para o de revolta e choras. e eu não quero ser assim. e tu pedes desculpa. e eu digo que te amo. e beijamo-nos.

12.7.13

juntos, chegamos à conclusão que não nos iamos preocupar com coisas desnecessárias. resultou no primeiro dia. será que não mostrar que me preocupo com coisas desnecessárias mesmo sabendo que o são, também resulta? ou me vai matar aos poucos? eu queria não lhes dar importância mas não consigo. 

13.5.13

estás chateado? sim, não. não tens culpa nenhuma de já o teres feito antes de mim. estou chateado sim porque não queria ser assim, pensar nestas coisas dá cabo de mim. vou a uma smartshop comprar cenas para deixar de pensar. em cenas.

11.1.13

acho que todos nós, em alguma altura da nossa vida, conseguimos perceber que há pequenos pormenores que nos seguem não-sei-porquê. em conversas com a D percebemos que os dois tinhamos um número. um número que pode significar sorte ou azar. ainda não sabemos. e não sabemos se um dia vamos saber. um número que nos segue muitas vezes e que aparece em todo o lado. e a partir do momento em que detetamos a sua presenca, até ficamos com algum medo de descobrir o real significado deles. scary.

25.12.12

os medos que punhas em cima das linhas férreas não imaginadas na viagem lisboa-coimbra, estão agora longe. transportaste-os todos para cima dos meus ombros. espero traze-los também comigo na próxima coimbra-lisboa.

16.5.12

às vezes a vida dá voltas irremediáveis. decisões que tomas podem não ter volta a dar no segundo, minuto ou dia a seguir. mesmo tendo em conta que há duas vertentes: o tempo passa e o problema fica mais fácil de resolver, porque há pormenores que ficam esquecidos na mente; ou com o tempo ganhamos mais consciência da gravidade do problema, qualquer que seja este. whatever,  isto vocês já sabem. todos sabem. esqueçam. 

12.1.12

a sério que ouvi falar de discussões entre membros do governo, no parlamento, no dia 12-01-12, sobre o PASTEL DE NATA? a sério?

4.1.12

hoje falaram-me nas leis da vida. como se fosse algo do qual não se pode fugir. não somos servos do fado e podemos deixar de seguir o que é suposto ser o que, enfim, "toda a gente" considera como um dever de "um bom cidadão". acordem, por favor. não estamos no século passado. há que respeitar prioridades, para além de que não nos podemos esquecer que a vida não está propriamente fácil para todos e os filhos não podem ser prioridade. abram os olhos.

23.12.11

não desejo feliz natal em mensagens de pobre, "antes que as sms se paguem". acho ridículo. acho profundamente idiota que, em primeiro lugar, as pessoas se lembrem todas umas das outras no natal. e depois, que mandem sms's todas bonitas (ás vezes) apenas por conveniência, porque fica bem. acho o natal bonito, assim como acho bonito o frio que vem com ele, as pessoas com muita roupa e as luzes na rua, as mãos geladas e o café que nunca soube tão bem, a família reunir-se toda e trocarem-se presentes simbólicos. tudo o que der, neste natal, vai ser porque "acho bonito o frio que vem com ele, as pessoas com muita roupa e as luzes na rua, as mãos geladas e o café que nunca soube tão bem, a família reunir-se toda e trocarem-se presentes simbólicos". mais nada. ofereçam amor todo o ano e materializem-no simbolicamente no natal. Feliz Amor, Boas Festas.

28.11.11

não digas amor em vão. faz-me confusão ver todas essas manifestações alegres de tanto amor que todos parecem ter para dar. há amor aqui e amor ali, amor daqui a bocado e ao virar da esquina. só faltam cartazes a apelar ao amor e, à frente, um numero de telemóvel. não acredito nisso: na maior parte das vezes o que se chama ao amor é pouco mais que uma amizade que nem o chega a ser. é pouco mais que uma paixão de duas semanas. a maior parte das pessoas nem ama nem se deixa amar. regem-se por um conjunto de palavras e emoções embaladas que lhes parecem inerentes. não é amor, não é amor. lamento. e lamento que Ele esteja a cair na usual rotina do dia-a-dia. o amor é algo raro. não digo amor verdadeiro porque presumo que não aja amor falso. o amor, só amor, assim, quase não existe.

18.11.11

sei exatamente o que me queres dizer, mas não entendes que não posso dizer sim a tudo. coleciono mensagens deixadas pelos teus olhos. como todas as coleções, quando ficam muito grandes, começamos a não ter espaço para elas.

27.10.11

Cada vez é maior a minha admiração quando vejo alguém a tomar uma atitude sobre outra pessoa, sem antes ter tido um contacto com ela para poder ter uma opinião formada bem segura. E estou a falar de atitudes, não de impressões. É necessário esclarecer isso. E mais enbasbacado fico quando vejo que ainda há quem mude totalmente as suas atitudes porque "me disseram que". Enfim.

Talvez seja eu que estou do outro lado da linha e seja o único a não entender o que é que está a acontecer com as pessoas. É sabido que as primeiras impressões nem sempre são as mais correctas, e que podemos mudá-las com o decorrer do conhecimento do outro. Assim, não vejo o porquê de haver tanta rapidez em ligar as impressões aos comportamentos.

As pessoas queixam-se da crise, mas maior é a crise de identidades que estamos a viver e ninguém o vê. Pessoas que ouvem demais e agem ainda mais depressa, nunca podem ser bem sucedidas. Por uma razão simples: nunca vão conseguir ter uma opinião formada única e exclusivamente própria, pois sem o saberem, adquiriram a opinião do outro.

O objectivo é só deixar a marca da minha revolta em relação à estupidez, porque o tema não passa daí.

2.4.11

Anseio pelo dia em que todos vocês se extingam. Gente débil, sem desejos e ambições. Só não é o meu maior desejo porque penso em mim primeiro. Mas é o segundo. Quero que venha uma rajada de vento que vos leve a todos, inúteis e mesquinhos. O nosso país não precisa de gente como vocês. Nem o país nem o Mundo. Não há nada a que tenham direito. Alimenta-vos a hipocrisia e a falsidade corre-vos no sangue preto, produto absorvente de rancores. Se há coisa que me põe maluco é a falta de criatividade lógica, de pensamento próprio e a ideia do trabalho não recompensado. De gente fraca ando eu farto.